{{p}}{{strong}}{{span style="font-size: 14pt;"}}Moderniza&ccedil;&atilde;o de Sistema de Soldagem por Resist&ecirc;ncia: a substitui&ccedil;&atilde;o de Ignitron por tecnologia SCR em uma linha de processamento de a&ccedil;o{{br /}}{{br /}}{{/span}}{{/strong}}Durante d&eacute;cadas, diversas linhas de processamento cont&iacute;nuo de a&ccedil;o operaram com tecnologias que, embora extremamente inovadoras em sua &eacute;poca, hoje representam desafios relacionados &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o, disponibilidade de componentes e desempenho operacional.{{br /}}{{br /}}Este case apresenta a moderniza&ccedil;&atilde;o de um sistema de acionamento de pot&ecirc;ncia utilizado em um processo de soldagem por resist&ecirc;ncia el&eacute;trica para uni&atilde;o topo a topo (splice) de bobinas de a&ccedil;o, substituindo uma tecnologia baseada em Ignitron por um controlador eletr&ocirc;nico de pot&ecirc;ncia HYAMP Varixx baseado em SCRs.{{br /}}{{br /}}{{strong}}{{span style="font-size: 14pt;"}}Um processo cr&iacute;tico para a continuidade da produ&ccedil;&atilde;o{{/span}}{{/strong}}{{/p}}
{{p}}A aplica&ccedil;&atilde;o est&aacute; presente em linhas cont&iacute;nuas de lamina&ccedil;&atilde;o, decapagem, galvaniza&ccedil;&atilde;o e corte, onde a uni&atilde;o das extremidades de duas bobinas de a&ccedil;o permite que o processo siga operando sem interrup&ccedil;&otilde;es durante a troca de material.{{/p}}
{{p}}Essa uni&atilde;o &eacute; realizada por meio da soldagem por resist&ecirc;ncia el&eacute;trica utilizando eletrodos em disco, tamb&eacute;m conhecidos como roletes. Como qualquer falha nessa etapa pode provocar a parada completa da linha, o controle preciso da energia aplicada durante a soldagem torna-se um fator decisivo para a produtividade e para a qualidade do processo.{{br /}}{{br /}}{{strong}}{{span style="font-size: 14pt;"}}O sistema original{{br /}}{{/span}}{{/strong}}{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}O equipamento original havia sido instalado em 1976 e utilizava Ignitrons como elemento de chaveamento de pot&ecirc;ncia. {{br /}}{{br /}}O Ignitron &eacute; um retificador a arco de merc&uacute;rio desenvolvido por Albert Hull em 1933. Seu funcionamento baseia-se na ioniza&ccedil;&atilde;o de um reservat&oacute;rio de merc&uacute;rio l&iacute;quido localizado no c&aacute;todo, disparado por um eletrodo auxiliar denominado ignitor.{{/p}}
{{p}}Durante d&eacute;cadas, essa tecnologia foi respons&aacute;vel pelo controle de correntes extremamente elevadas, muito antes do surgimento dos semicondutores de pot&ecirc;ncia modernos. Entretanto, com o avan&ccedil;o da eletr&ocirc;nica, diversas limita&ccedil;&otilde;es passaram a impactar sua opera&ccedil;&atilde;o.{{/p}}
{{p}}Entre os principais desafios encontrados estavam o desgaste progressivo do ignitor, reduzindo a confiabilidade do disparo, a necessidade de manuten&ccedil;&atilde;o envolvendo merc&uacute;rio l&iacute;quido, com riscos ambientais e ocupacionais, al&eacute;m da log&iacute;stica espec&iacute;fica para descarte conforme requisitos normativos.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}Outro fator importante era a elevada sensibilidade t&eacute;rmica e mec&acirc;nica do equipamento. O bulbo precisava permanecer na posi&ccedil;&atilde;o vertical e operar sob condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de refrigera&ccedil;&atilde;o para garantir a estabilidade da po&ccedil;a de merc&uacute;rio.{{/p}}
{{p}}Al&eacute;m disso, o tempo de resposta e a repetibilidade dos disparos eram inferiores aos sistemas semicondutores atuais, provocando varia&ccedil;&otilde;es no &acirc;ngulo de condu&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, oscila&ccedil;&otilde;es na energia aplicada durante a soldagem.{{/p}}
{{p}}Somava-se a isso a dificuldade crescente de reposi&ccedil;&atilde;o dos componentes. Os bulbos originais deixaram de ser fabricados h&aacute; d&eacute;cadas, tornando a manuten&ccedil;&atilde;o dependente de estoques remanescentes ou equipamentos remanufaturados de proced&ecirc;ncia limitada.{{/p}}
{{p}}{{span style="font-size: 14pt;"}}{{strong}}Como funciona o processo de soldagem{{/strong}}{{/span}}{{/p}}
{{p}}{{span style="font-size: 12pt;"}}O processo utiliza um transformador de solda do tipo {{em}}step-down{{/em}}, respons&aacute;vel por converter a tens&atilde;o da rede em poucos volts e correntes extremamente elevadas, da ordem de dezenas de milhares de amp&egrave;res no secund&aacute;rio.{{/span}}{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}Essa corrente &eacute; conduzida at&eacute; os eletrodos em disco, onde o aquecimento ocorre pelo efeito Joule na interface entre as chapas de a&ccedil;o submetidas &agrave; press&atilde;o mec&acirc;nica.{{/p}}
{{p}}O controle de pot&ecirc;ncia atua no prim&aacute;rio do transformador, regulando a corrente atrav&eacute;s do controle de &acirc;ngulo de disparo ou do acionamento por trens de ciclos sincronizados &agrave; frequ&ecirc;ncia da rede el&eacute;trica.{{/p}}
{{p}}Essa precis&atilde;o influencia diretamente diversos aspectos do processo, como a repetibilidade metal&uacute;rgica da solda, a estabilidade da zona termicamente afetada, a preven&ccedil;&atilde;o de respingos provocados por excesso de energia e a elimina&ccedil;&atilde;o de soldas frias decorrentes de energia insuficiente.{{/p}}
{{p}}{{span style="font-size: 14pt;"}}{{strong}}A solu&ccedil;&atilde;o aplicada{{/strong}}{{/span}}{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}Para modernizar o sistema foi especificado um controlador de pot&ecirc;ncia HYAMP Varixx baseado em SCRs de estado s&oacute;lido, com capacidade de 2.000 A, operando em configura&ccedil;&atilde;o monof&aacute;sica para o controle da alimenta&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria do transformador de solda.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}A substitui&ccedil;&atilde;o eliminou completamente os componentes sujeitos ao desgaste mec&acirc;nico, os dispositivos que utilizavam merc&uacute;rio e toda a manuten&ccedil;&atilde;o associada &agrave; tecnologia anterior.{{/p}}
{{p}}O novo sistema passou a realizar disparos com precis&atilde;o na escala de microssegundos, proporcionando elevada repetibilidade na energia entregue &agrave; solda em todos os ciclos da rede el&eacute;trica.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}O sincronismo preciso com a passagem por zero contribuiu para reduzir distor&ccedil;&otilde;es harm&ocirc;nicas, minimizar esfor&ccedil;os el&eacute;tricos sobre os componentes de pot&ecirc;ncia e aumentar a estabilidade operacional do sistema.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}O controlador tamb&eacute;m incorporou monitoramento de corrente RMS em malha fechada por meio de transformador de corrente, permitindo compensar automaticamente varia&ccedil;&otilde;es de imped&acirc;ncia provocadas pelo aquecimento dos roletes ou pelo desgaste natural dos contatos ao longo da opera&ccedil;&atilde;o.{{/p}}
{{p}}Outro diferencial importante foi a inclus&atilde;o de prote&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas contra sobrecorrente, curto-circuito e falhas de disparo, atuando em tempo real para proteger tanto o equipamento quanto o processo produtivo.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}Al&eacute;m disso, a solu&ccedil;&atilde;o passou a disponibilizar recursos de diagn&oacute;stico e telemetria, permitindo rastrear par&acirc;metros da soldagem, apoiar auditorias de qualidade e fornecer informa&ccedil;&otilde;es para estrat&eacute;gias de manuten&ccedil;&atilde;o preditiva.{{/p}}
{{p}}Como consequ&ecirc;ncia adicional, houve redu&ccedil;&atilde;o significativa do espa&ccedil;o ocupado pelo sistema e elimina&ccedil;&atilde;o completa dos riscos ambientais e ocupacionais relacionados ao uso de merc&uacute;rio met&aacute;lico.{{/p}}
{{p}}{{strong}}{{span style="font-size: 14pt;"}}Os resultados da moderniza&ccedil;&atilde;o{{/span}}{{/strong}}{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}A substitui&ccedil;&atilde;o de uma tecnologia instalada h&aacute; quase cinco d&eacute;cadas por um sistema moderno baseado em semicondutores trouxe ganhos importantes para toda a opera&ccedil;&atilde;o.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}O processo passou a operar com maior estabilidade, repetibilidade e precis&atilde;o no controle da energia aplicada &agrave; solda, refletindo diretamente na qualidade metal&uacute;rgica das uni&otilde;es realizadas.{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}Tamb&eacute;m houve aumento da confiabilidade operacional, redu&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o, elimina&ccedil;&atilde;o dos riscos associados ao merc&uacute;rio e maior disponibilidade de componentes para futuras manuten&ccedil;&otilde;es.{{/p}}
{{p}}Mais do que substituir um equipamento obsoleto, o projeto representou uma atualiza&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica capaz de aumentar a disponibilidade da linha de produ&ccedil;&atilde;o, reduzir riscos operacionais e preparar o processo para muitos anos de opera&ccedil;&atilde;o com maior seguran&ccedil;a, efici&ecirc;ncia e confiabilidade.{{/p}}
{{p}}{{strong}}{{span style="font-size: 14pt;"}}Modernizar &eacute; garantir a continuidade da opera&ccedil;&atilde;o{{/span}}{{/strong}}{{/p}}
{{p class="isSelectedEnd"}}Muitas plantas industriais ainda utilizam sistemas de pot&ecirc;ncia instalados h&aacute; d&eacute;cadas. Embora continuem em funcionamento, essas tecnologias frequentemente representam riscos relacionados &agrave; disponibilidade de pe&ccedil;as, estabilidade do processo, seguran&ccedil;a operacional e custos de manuten&ccedil;&atilde;o.{{/p}}
{{p}}A moderniza&ccedil;&atilde;o realizada demonstra que &eacute; poss&iacute;vel preservar a aplica&ccedil;&atilde;o existente enquanto se incorpora uma nova gera&ccedil;&atilde;o de controle eletr&ocirc;nico, elevando significativamente a confiabilidade do processo sem alterar sua filosofia de opera&ccedil;&atilde;o.{{/p}}
{{p}}Na Varixx, projetos como este fazem parte de uma trajet&oacute;ria de mais de 50 anos desenvolvendo solu&ccedil;&otilde;es de eletr&ocirc;nica de pot&ecirc;ncia para aplica&ccedil;&otilde;es industriais cr&iacute;ticas, oferecendo tecnologia, engenharia especializada e suporte para manter processos essenciais operando com m&aacute;xima efici&ecirc;ncia.{{/p}}