{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 22.5pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"}}Projeto da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz com morango e taioba foi adaptado de estudos j&aacute; realizados pelos pesquisadores para as condi&ccedil;&otilde;es de vida durante uma viagem espacial a Marte{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{em}}{{span style="font-size: 13pt;"}}Por&nbsp;{{/span}}{{/em}}{{a href="https://jornal.usp.br/author/natalia-nora-marques/"}}{{em}}{{span style="font-size: 13pt; color: #333333;"}}Natalia Nora Marques{{/span}}{{/em}}{{/a}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{span style="font-size: 13pt;"}}Uma equipe formada por alunos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, liderada pelo professor Paulo Herc&iacute;lio Viegas Rodrigues, foi uma das selecionadas para a segunda etapa do&nbsp;{{/span}}{{a href="https://www.deepspacefoodchallenge.org/"}}{{span style="font-size: 13pt; color: #333333;"}}Deep Space Food Challenge{{/span}}{{/a}}{{span style="font-size: 13pt;"}}, desafio internacional de tecnologia alimentar proposto pela Nasa (a ag&ecirc;ncia espacial estadunidense) e a Ag&ecirc;ncia Espacial Canadense (CSA). Dividida nas categorias &ldquo;US&rdquo; e &ldquo;International&rdquo;, a competi&ccedil;&atilde;o selecionou 28 equipes para participar da segunda etapa, sendo 18 grupos dos Estados Unidos e 10 estrangeiros.{{/span}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{span style="font-size: 13pt;"}}Um dos objetivos das ag&ecirc;ncias espaciais com o desafio &eacute; encontrar meios para que os astronautas consumam alimentos frescos durante viagens mais longas, tanto por conta da autonomia alimentar quanto para a sa&uacute;de dos viajantes. Foram disponibilizados aos participantes do desafio{{/span}}{{span style="font-size: 13pt;"}}&nbsp;alguns estudos{{/span}}{{span style="font-size: 13pt;"}}&nbsp;que indicavam danos fisiol&oacute;gicos e psicol&oacute;gicos em pessoas que consomem apenas alimentos ultraprocessados por um longo per&iacute;odo.{{/span}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13.0pt; font-family: 'inherit',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"}}{{img title="paulo" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2021/12/20211201_prof.png?resize=274%2C274&amp;ssl=1" alt="paulo" width="279" height="279" /}}&nbsp; &nbsp; &nbsp;{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Paulo Herc&iacute;lio Viegas Rodrigues&nbsp;{{/span}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{span style="font-size: 13pt;"}}Dessa forma, o cultivo de vegetais no espa&ccedil;o permitiria uma alimenta&ccedil;&atilde;o mais saud&aacute;vel para os astronautas, minimizando problemas de sa&uacute;de mental, al&eacute;m de servir como atividade terap&ecirc;utica, fazendo parte da rotina ao ser adaptada para as condi&ccedil;&otilde;es adversas por eles enfrentadas. &ldquo;Durante o projeto n&oacute;s precisamos calcular inclusive o tempo que o cuidado com cada planta levaria diariamente para que se encaixasse no dia a dia dos astronautas&rdquo;, conta ao&nbsp;{{strong}}Jornal da USP{{/strong}}&nbsp;o professor Paulo Herc&iacute;lio Viegas Rodrigues, do&nbsp;{{/span}}{{a href="http://www.lpv.esalq.usp.br/lab/laborat%C3%B3rio-de-cultura-de-tecidos-de-plantas-ornamentais"}}{{span style="font-size: 13pt; color: #333333;"}}Laborat&oacute;rio de Cultivo de Tecidos de Plantas Ornamentais{{/span}}{{/a}}{{span style="font-size: 13pt;"}}&nbsp;(LCTPO).{{/span}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Rodrigues realiza estudos com plantas ornamentais atrav&eacute;s da cultura de tecidos vegetais, sendo a especialidade dele a floricultura. Por&eacute;m, para a participar da competi&ccedil;&atilde;o, foi preciso desenvolver um projeto voltado &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o com vegetais&nbsp;{{em}}in natura{{/em}}&nbsp;que beneficiassem tanto os astronautas quanto a produ&ccedil;&atilde;o alimentar no planeta Terra.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}&nbsp;{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: center;"}}{{span style="font-size: 13.0pt; font-family: 'inherit',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"}}{{img src="https://cp.varixx.com.br/file/2024/6/20240624094246278" alt="" width="1080" height="567" /}}&nbsp;{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: center;"}}{{span style="font-size: 13.0pt; font-family: 'inherit',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"}}{{img src="https://cp.varixx.com.br/file/2024/6/20240624093809335" alt="" width="1080" height="567" /}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: center;"}}{{span style="font-size: 13.0pt; font-family: 'inherit',serif; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-language: PT-BR;"}}{{img src="https://cp.varixx.com.br/file/2024/6/20240624093826940" alt="" width="1080" height="567" /}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}&nbsp;{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Tamb&eacute;m foi necess&aacute;rio balancear diversos fatores, como a necessidade de intensidade luminosa para o crescimento, riqueza de nutrientes e o espa&ccedil;o dispon&iacute;vel para o desenvolvimento das plantas na hora de escolher quais fariam parte do projeto. Dessa forma, duas culturas vegetais diferentes foram apresentadas na proposta: morango e taioba.{{br /}}Rodrigues conta que o morango havia sido uma das &uacute;ltimas plantas produzidas por eles na aus&ecirc;ncia de luz natural quando ficaram sabendo do desafio. Estudos anteriores realizados por Rodrigues com terpenos durante o cultivo de tomate, fez com que a concentra&ccedil;&atilde;o de caroten&oacute;ides tivesse taxas mais altas do que o comum nos frutos. Os terpenos, tamb&eacute;m conhecidos como &oacute;leos essenciais, s&atilde;o subst&acirc;ncias naturalmente produzidas por alguns vegetais e que podem funcionar como defensivos agr&iacute;colas naturais.{{br /}}O aumento significativo que os frutos apresentaram em rela&ccedil;&atilde;o aos nutrientes &eacute; algo novo e foi inclu&iacute;do no projeto que foi premiado. Segundo o pesquisador, &ldquo;provavelmente esse foi o diferencial que levou nosso projeto para a segunda fase, porque o modelo do jardim vertical tamb&eacute;m foi utilizado por outros participantes, mas melhorar a qualidade nutricional dos vegetais de forma natural foi uma descoberta importante&rdquo;, diz.{{br /}}Rodrigues tamb&eacute;m acredita que essas melhorias agr&iacute;colas podem contribuir para uma nova linha de pesquisas dentro da universidade que seria refletida para a popula&ccedil;&atilde;o na forma de alimentos com valores nutricionais mais altos.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{strong}}{{span style="font-size: 22.5pt; color: #181a26;"}}O desafio{{/span}}{{/strong}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Outra quest&atilde;o importante do desafio &eacute; a divis&atilde;o da viagem em etapas. A produ&ccedil;&atilde;o de alimentos precisa abranger cerca de seis meses dentro da espa&ccedil;onave durante o percurso de ida, o tempo da estada em Marte, cerca de 18 meses, e a volta, que levaria o mesmo tempo da ida. Por esse motivo, existem condi&ccedil;&otilde;es diferentes a serem levadas em conta na escolha daquilo que ser&aacute; plantado.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px; text-align: center;"}}{{img src="https://cp.varixx.com.br/file/2024/6/20240624093308141" alt="" width="1080" height="567" /}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}A taioba, por exemplo, n&atilde;o poderia ser plantada durante a viagem por conta do espa&ccedil;o de 2 metros c&uacute;bicos (m&sup3;) permitido pelo desafio, mas Rodrigues acredita que o vegetal se daria bem no cultivo em Marte. &ldquo;&Eacute; uma planta considerada o &lsquo;espinafre brasileiro&rsquo;. Ela &eacute; proteica e rica em ferro, vitaminas do complexo B, al&eacute;m de ter uma superf&iacute;cie foliar grande que n&atilde;o necessita de tanta intensidade luminosa para se desenvolver, o que seria muito ben&eacute;fico para os astronautas.&rdquo;{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}O objetivo do desafio n&atilde;o &eacute; obter um sistema alimentar completo, mas uma proposta nutritiva que possa compor a alimenta&ccedil;&atilde;o dos tripulantes pelo maior tempo poss&iacute;vel nas condi&ccedil;&otilde;es adversas do chamado &ldquo;espa&ccedil;o profundo&rdquo;. Dessa forma, o projeto da Esalq se concentrou em garantir nutrientes de qualidade por meio de plantas de f&aacute;cil manuten&ccedil;&atilde;o para esses astronautas.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{strong}}{{span style="font-size: 22.5pt; color: #181a26;"}}Pr&oacute;xima etapa{{/span}}{{/strong}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}{{em}}{{span style="font-size: 13pt;"}}&ldquo;A USP ter&aacute; um projeto ativo t&eacute;cnico e cient&iacute;fico internacional com a Nasa e a CSA durante, pelo menos, 12 meses, entre janeiro e dezembro de 2022&rdquo;{{/span}}{{/em}}{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}De acordo com o professor, no &uacute;ltimo dia 15 de novembro as regras e a inscri&ccedil;&atilde;o da Fase 2 foram divulgadas, tendo seu in&iacute;cio em janeiro de 2022 com o t&eacute;rmino em dezembro de 2022. &ldquo;Na Fase 2 teremos que desenvolver o projeto que foi proposto pelo nosso time. Ser&atilde;o selecionados, ent&atilde;o, cinco finalistas para Fase 3, que ainda n&atilde;o foi divulgada. A Fase 3 s&oacute; ocorrer&aacute; em 2023. Portanto, a USP ter&aacute; um projeto ativo t&eacute;cnico e cient&iacute;fico internacional com a Nasa e a CSA durante, pelo menos, 12 meses&rdquo;, informa Rodrigues. Os concorrentes da categoria Internacional n&atilde;o recebem pr&ecirc;mios em dinheiro, mas sim o reconhecimento t&eacute;cnico e cient&iacute;fico, al&eacute;m de acesso a parcerias nessa &aacute;rea de conhecimento.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Ao longo da primeira fase do desafio, o grupo contou apenas com as bolsas de pesquisa que os participantes j&aacute; recebiam. Com o an&uacute;ncio da classifica&ccedil;&atilde;o para a pr&oacute;xima fase eles j&aacute; come&ccedil;aram a buscar financiamentos para o projeto, que envolve a montagem de um prot&oacute;tipo daquilo que foi apresentado na primeira fase. &ldquo;O projeto &eacute; te&oacute;rico, portanto, n&atilde;o existe nada f&iacute;sico em funcionamento. Por isso, nossa preocupa&ccedil;&atilde;o com recursos, j&aacute; que vamos representar o Brasil nesse desafio e estamos sem recursos para montar o prot&oacute;tipo&rdquo;, diz.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Muitas das equipes classificadas para a nova etapa est&atilde;o ligadas a empresas e t&ecirc;m mais recursos tecnol&oacute;gicos e financeiros para o desenvolvimento do projeto. Segundo o pesquisador, o acesso aos equipamentos de alta tecnologia pode ser um grande desafio para a equipe que coordena. Apesar disso, ele est&aacute; esperan&ccedil;oso com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas possibilidades de descobertas que esse processo deve promover.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Participam da equipe os alunos de gradua&ccedil;&atilde;o Christian Aparecido Dem&eacute;trio, Enrico Stephano Oliveira Mucciolo, Laura Minatel Bortolato, e os de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o Lilia Castro Pereira e J&eacute;ssica Fernanda de Oliveira Jacob.{{/span}}{{/p}}
{{p style="color: #444444; font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;"}}{{span style="font-size: 13pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;"}}Mais informa&ccedil;&otilde;es: e-mail&nbsp;{{strong}}phrviegas@usp.br{{/strong}}, com o professor Paulo Herc&iacute;lio Viegas Rodrigues{{/span}}{{/p}}